
Uma Aventura Moderna - Coleção de Arte Renault
Mostra com 81 obras da coleção de arte da montadora francesa Renault, de artistas como Joan Miró, Jean Dubuffet, Victor Vasarely, Arman, Erró e Niki de Saint Phalle.
Período : 11/9/2009 a 15/12/2009 Local : MAC USP Ibirapuera - Pavilhão Ciccillo Matarazzo, 3º piso Funcionamento: Terça a domingo das 10 às 18 horas
Lisbeth Rebollo GonçalvesDiretora do MAC USP
Receber a exposição Uma Aventura Moderna – Coleção de Arte Renault é motivo de orgulho e um privilégio para o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo. É a primeira vez que este significativo acervo se apresenta no nosso país. Fato adicional importante é que a mostra aconte-ce no Ano da França no Brasil, um momento especial para mostrar ao público brasileiro os aspectos relevantes no campo da arte e da prática cultural de instituições francesas.
A coleção, que nasceu de um projeto voltado para as artes visuais criado pela renomada empresa francesa Renault, tem hoje grande importância, por várias razões. Uma delas está relacionada à história do colecionismo no século XX, e advém do fato de ser um exemplo de mecenato que se voltou para a arte contemporânea e estimulou a pesquisa e a experimen-tação, reunindo, em um acervo, artistas que marcaram época na França.
Outra razão decorre da aproximação - sempre significativa na história da arte - entre a indústria e a produção artística. No caso da Renault e da arte contemporânea, o elo se traduziu na possibilidade de recursos técnicos, em logística e financia-mento para o ato de criação dos artistas atuantes no cenário cultural local e internacional. Este foi o eixo do projeto que, em 1967, moveu o programa Pesquisas Arte e Indústria (Recherches art et industrie) que a empresa Renault instituiu e que motivou o processo criativo de inúmeros artistas.
Naturalmente, uma terceira razão da relevância da Coleção Renault relaciona-se ao perfil do conjunto de obras do acervo que se formou e do qual temos, no Mac, um representativo recorte em exposição. O acervo construído reuniu trabalhos de Arman, Dubuffet, Tinguely, Júlio Le Parc, Jesús Soto, Luis Tomasello, Victor Vasarely, Jean Dewasne, Jean Degottex, Dominique Thiolat, Jean Fautrier, Joan Miró, Robert Doisneau, Martin Barré, Simon Hantaï, Erró, Takis, Niki de Saint-Phalle, Alechinsky, Tàpies, Matta, Georges Poncet, Rauchenberg,Sam Francis, entre outros, todos eles artistas que marcaram a trajetória da arte nos anos de 1960 e 1970.
Jamais tivemos, no Brasil, a oportunidade de ver juntos, em uma só mostra, tantos artistas internacionais ligados a este período da história da arte, com tão representativo conjunto de obras. Agradecemos a Renault e a CulturesFrance por esta preciosa oportunidade. Uma Aventura Moderna - Coleção de Arte da Renault que se apresenta no MAC-USP organizou-se com a curadoria da historiadora e crítica de arte Ann Hindry, conservadora da Coleção. Seu ensaio enriquece com informações a aproximação da história e do perfil deste acervo.
Um Encontro Histórico
Ann HindryCuradora da exposição
A exposição Uma Aventura Moderna – Coleção de Arte Renault, que reúne alguns dos artistas mais significativos da história da arte da segunda metade do século XX e, princi-palmente, do período excepcionalmente fértil e seminal dos anos 1960 e 1970, é elaborada a partir de uma seleção de obras da coleção da montadora automobilística, constituída naquela época. Pioneira em matéria de mecenato empresarial, ela demonstra as relações férteis que podem ser estabelecidas entre os artistas e os príncipes dos tempos modernos que são os industriais.
A história da arte, como a da sociedade econômica, prospera há quarenta anos. A arte contemporânea tem hoje total visibilidade. É motor da sociedade, elemento especulativo, fator sociológico de status e poder. Em todos os países economicamente desenvolvidos, as empresas disputam os jovens artistas em evidência. Os fóruns “arte e empresa” multiplicam-se. A arte tornou-se realmente contemporânea da sociedade na qual se elabora. Sua forma é múltipla, fala-se menos de quadro e escultura do que de imagem e objeto. Os mais diversos dispositivos criativos, em termos formais, são empregados. As fronteiras entre as disciplinas se diluem. A arte desceu definitivamente de seu pedestal subjetivo para entrar no domínio da demanda e da oferta. Na França, atual-mente, as duas grandes empresas do luxo concorrem, ao menos na mídia, com base em suas intervenções no mercado da arte contemporânea.
Período : 11/9/2009 a 15/12/2009 Local : MAC USP Ibirapuera - Pavilhão Ciccillo Matarazzo, 3º piso Funcionamento: Terça a domingo das 10 às 18 horas
Lisbeth Rebollo GonçalvesDiretora do MAC USP
Receber a exposição Uma Aventura Moderna – Coleção de Arte Renault é motivo de orgulho e um privilégio para o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo. É a primeira vez que este significativo acervo se apresenta no nosso país. Fato adicional importante é que a mostra aconte-ce no Ano da França no Brasil, um momento especial para mostrar ao público brasileiro os aspectos relevantes no campo da arte e da prática cultural de instituições francesas.
A coleção, que nasceu de um projeto voltado para as artes visuais criado pela renomada empresa francesa Renault, tem hoje grande importância, por várias razões. Uma delas está relacionada à história do colecionismo no século XX, e advém do fato de ser um exemplo de mecenato que se voltou para a arte contemporânea e estimulou a pesquisa e a experimen-tação, reunindo, em um acervo, artistas que marcaram época na França.
Outra razão decorre da aproximação - sempre significativa na história da arte - entre a indústria e a produção artística. No caso da Renault e da arte contemporânea, o elo se traduziu na possibilidade de recursos técnicos, em logística e financia-mento para o ato de criação dos artistas atuantes no cenário cultural local e internacional. Este foi o eixo do projeto que, em 1967, moveu o programa Pesquisas Arte e Indústria (Recherches art et industrie) que a empresa Renault instituiu e que motivou o processo criativo de inúmeros artistas.
Naturalmente, uma terceira razão da relevância da Coleção Renault relaciona-se ao perfil do conjunto de obras do acervo que se formou e do qual temos, no Mac, um representativo recorte em exposição. O acervo construído reuniu trabalhos de Arman, Dubuffet, Tinguely, Júlio Le Parc, Jesús Soto, Luis Tomasello, Victor Vasarely, Jean Dewasne, Jean Degottex, Dominique Thiolat, Jean Fautrier, Joan Miró, Robert Doisneau, Martin Barré, Simon Hantaï, Erró, Takis, Niki de Saint-Phalle, Alechinsky, Tàpies, Matta, Georges Poncet, Rauchenberg,Sam Francis, entre outros, todos eles artistas que marcaram a trajetória da arte nos anos de 1960 e 1970.
Jamais tivemos, no Brasil, a oportunidade de ver juntos, em uma só mostra, tantos artistas internacionais ligados a este período da história da arte, com tão representativo conjunto de obras. Agradecemos a Renault e a CulturesFrance por esta preciosa oportunidade. Uma Aventura Moderna - Coleção de Arte da Renault que se apresenta no MAC-USP organizou-se com a curadoria da historiadora e crítica de arte Ann Hindry, conservadora da Coleção. Seu ensaio enriquece com informações a aproximação da história e do perfil deste acervo.
Um Encontro Histórico
Ann HindryCuradora da exposição
A exposição Uma Aventura Moderna – Coleção de Arte Renault, que reúne alguns dos artistas mais significativos da história da arte da segunda metade do século XX e, princi-palmente, do período excepcionalmente fértil e seminal dos anos 1960 e 1970, é elaborada a partir de uma seleção de obras da coleção da montadora automobilística, constituída naquela época. Pioneira em matéria de mecenato empresarial, ela demonstra as relações férteis que podem ser estabelecidas entre os artistas e os príncipes dos tempos modernos que são os industriais.
A história da arte, como a da sociedade econômica, prospera há quarenta anos. A arte contemporânea tem hoje total visibilidade. É motor da sociedade, elemento especulativo, fator sociológico de status e poder. Em todos os países economicamente desenvolvidos, as empresas disputam os jovens artistas em evidência. Os fóruns “arte e empresa” multiplicam-se. A arte tornou-se realmente contemporânea da sociedade na qual se elabora. Sua forma é múltipla, fala-se menos de quadro e escultura do que de imagem e objeto. Os mais diversos dispositivos criativos, em termos formais, são empregados. As fronteiras entre as disciplinas se diluem. A arte desceu definitivamente de seu pedestal subjetivo para entrar no domínio da demanda e da oferta. Na França, atual-mente, as duas grandes empresas do luxo concorrem, ao menos na mídia, com base em suas intervenções no mercado da arte contemporânea.

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